sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Crônica do dia a dia. Início de 2020.

Trabalhando, estou.
Escrevendo um livro e vendo filmes.
Por:
Alessandro Buzo
***
Com a agenda vazia de contratações, aproveito para trabalhar, porque um escritor quando lê ou escreve, está trabalhando e um cineasta vendo filmes, idem.
Como escritor e cineasta que sou, tô virado no 700.
Tô escrevendo um livro, o título provisório é "Vida de Suburbano" e deve sair pela Editora Reformatório, tô gostando do processo, dos contos finalizados até aqui, vão ser quinze no total.
Entre a escrita de um conto e outro tento finalizar a série, Orange Is the New Black, estou no meio da sexta temporada, são sete no total, longa demais, cada temporada são 13 episódios de uma hora cada, vários bem mais ou menos, só não abandonei, porque quando começo, quero ver até o fim, mas confesso que várias vezes pensei em largar, a quinta temporada, rebelião na cadeia, é a melhor, mas a sexta caiu de novo, enfim, pretendo acabar ainda em janeiro, 2020.
Assisti alguns filmes nos últimos dias, o que mais gostei foi o documentário, Raul - O Início, o Fim e o Meio de Walter Carvalho. Importante saber mais da vida de um gênio musical como foi Raul Seixas, detalhes da sua amizade com o hoje escritor renomado Paulo Coelho, seus amores e casamentos, e a última fase, já com Marcelo Nova que foi de fã a pessoa que deu fôlego a fase final da vida do Raul, uns acham que ele se aproveitou do Raul e outros que ele levantou a moral dele e o fez morrer em alta e não bêbado e esquecido. Enfim, não consigo avaliar, mas vale assistir, disponível na Netflix.
Vi ainda Aquarius, com Sonia Braga, de Kleber Mendonça Filho, diretor de Bacurau. Vale pela resistência da protagonista em não querer vender seu apartamento de frente pro mar, mesmo uma construtora tendo comprado todos os demais apartamentos e só ter sobrado ela. Mas é um pouco longo demais. Após ver Bacurau quis saber mais dos filmes do Kleber Mendonça Filho, vi "O Som ao Redor" que definitivamente não gostei e agora Aquarius, sei lá, nem Bacurau eu tenho certeza se gostei demais ou mais ou menos. Gosto da parte do prefeito e da reação dos moradores de Bacurau sendo atacados, mas acho a obra supervalorizada, mas válida. Enfim, laboratório pra mim.
É isso, escrevendo e vendo filmes. Chamo de trabalho, só não ganho pra isso e no momento é um problema.
Mas melhor do que não estar fazendo nada.
Aliás, se recebesse convites pra trabalhar na mesma quantidade de propostas pra festas, churrascos e baladas, estaria melhor, financeiramente falando.
Só peço a Deus que me dê o frio, conforme o cobertor.
Viva a sociedade alternativa.
Alessandro Buzo
www.agendabuzo.blogspot.com



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